18.9.11

PENSAR A COMUNICAÇÃO


Vende-se por R$ 30,00 para fora de Lavras do Sul, frete incluso.

Para Lavras do Sul, venda local, valor de R$ 15,00.

Livro novo.

Sobre o produto:
  • Pensar a Comunicação é um clássico lançado em 1997, que chega agora ao Brasil pela Editora Universidade de Brasília. A obra se fundamenta nos vinte anos de pesquisa de Wolton sobre comunicação e sociedade (televisão, espaço público, comunicação política, cultura, jornalismo, informação, novas tecnologias). Para refletir os caminhos da comunicação foram desenvolvidos, nesta obra, conceitos como: ciências da comunicação, comunicação, comunicação normativa e funcional, sociedade civil, tradição comunicação política, cultura, espaço público, identidade, indivíduo e modernização. Antes de discutir os aspectos teóricos sobre as ciências da comunicação, Wolton analisa a comunicação multicultural e espaço político na Europa. Além disso, são expostas comparações e contraste das perspectivas das novas tecnologias e ideologia da técnica.

  • Editora: UNB
  • Autor: DOMINIQUE WOLTON
  • ISBN: 852300792X
  • Origem: Nacional
  • Ano: 2004
  • Edição: 1
  • Número de páginas: 544
  • Acabamento: Brochura
  • Formato: Médio

6.7.11

Afetos Secretos

Dos teus amigos, quantos escutam tuas histórias, tuas pequenas conquistas eventuais? quase nenhum, as pessoas continuam precisando tanto de atenção que se esquecem de se doar um pouco. Restam poucos os que compartilham momentos contigo, gosto de contar minhas histórias, por isso criei um blog, na maioria das vezes sou a amiga ouvinte, a voz da razão, sincera e rigorosa. Dia desses esqueci de contar algo a um amigo, que para ele era importante, mas para mim, só me tornaria uma dedo-duro, mas simplesmente esqueci, fui tomada por pequenas emoções de acontecimentos simples que balançaram minhas firmes estruturas, sai da rotina e esqueci. Quando lembrei já era tão passada a notícia que ele revoltou-se comigo, pela minha negligência... juro, pedi perdão e lágrimas pesadas cairam no edredon, não fui negligente, só vivi a minha vida, que dela a metade ele não sabe, diz que tem ciúmes, que não gosta de saber dos meus afetos, dos meus amores casuais. Mas dele sei tudo, ou quase tudo, compartilho a vida com ele como se fosse minha também, das vitórias, das desilusões, das bobagens e até dos casos mais sérios. Daí fiquei pensando sobre os afetos secretos, quantas pessoas gostam realmente da gente, mesmo que a gente não saiba? Mesmo que seja por motivos frívolos, mesmo que seja pelo estilo de vida, quantas pessoas secretamente sonham contigo? Será que somos importantes para alguém ou apenas figurantes no cenário das carências, da falta de afeto, de sinceridade, de amor e compaixão. Será que somos verdadeiros de fato, que a nossa vida e alma valem a pena? Me perguntei inúmeras vezes sobre essas questões, e sinceramente tenho medo das respostas, tenho receio de ser como a árvore dos teatros infantis, existem pra ocupar lugar e porque não lhe restou nenhum outro papel no roteiro, virou árvore, e estas, não tem afetos, nem expostos, nem secretos.

10.6.11

Dia dos Namorados

Não poderia faltar este post né. Imaginem o quanto estou fervilhando ideias sobre este lindo dia dos namorados... (risos). Mas não há inveja da minha parte, eu nem saberia comprar um presente de Dia dos Namorados, hoje mais cedo, enquanto esperava o próximo ônibus entre Caçapava do Sul e Santa Maria, tomava um café e lia Peter Burke, numa lojinha de presentes e souvenirs, e era um entra e sai de pessoas encomendando caixas de bombons com pequenos regalos dentro. Chocolate me lembra TPM, um prazer de recompensa, não romantismo, não seria um presente que eu gostaria de ganhar, até porque, engorda, e eu já tenho minhas dívidas com a balança, não preciso de ajuda, obrigada.
Mas o pior do Dia dos Namorados é saber que os teus amigos estarão "ocupados" para sair contigo, ok, é o momento. Mas vamos combinar, cá entre nós, que na prática não tem diferença alguma uma noite da outra. É só o comercial que muda, e ainda perdem os palhaços da turma, porque solteiro tem que fazer graça né, senão não ganha vaga na mesa! Se não vai fazer fiasco, escândalo, dar show de ciúmes, beijos e amassos, vai fazer o quê? Vai fazer piada da vida própria, que da vida alheia já tem quem fale e é fofoca, não discurso cômico.
Bom, depois de amanhã provavelmente me juntarei ao restante da trupe de sorte à beira de uma lareira, tomando vinho, comendo pizza, mas não será a dois, será à vontade, quem quiser que sente à mesa e nem precisa fazer graça.

23.5.11

Amor Pós-Moderno

Abri meu e-mails e lá havia uma mensagem dizendo que romantismo ainda existe, e em anexo o vídeo abaixo linkado:

http://www.youtube.com/watch?v=4BPQCNl6eTs


Chegamos a este ponto, não conhecemos nossos vizinhos, nem nossos amigos de verdade, mas desenvolvemos uma rede social cibernética onde somos aquilo que temos coragem de ser, e de repente alguém do outro lado do planeta acredita na pessoa que és, porque ali, ou melhor, aqui, do outro lado da tela brilhante, com uma caixinha de texto e uma foto é possível a revelação mais sincera do ser humano, isto porque não conseguimos ser a verdade sobre nós diante da realidade aparente.


O vídeo é ótimo, quase chorei! pela sinceridade, pela originalidade, pela TPM e por tudo mais que os vestígios românticos provocam nas mulheres, mesmo nas mais brutais.

15.5.11

A Ex!

O que dizer da ex-namorada e seu fabuloso poder de onipresença? É incrível como uma ex-namorada permanece na vida de um homem, principalmente se ela já tiver refeito a sua vida, aí sim que elas se tornam melhores, mas bonitas, imaculadas, sensacionais, uma benção divina. E o mais engraçado é quando a gente testemunha essas histórias do passado, e sabe que a criatura abençoada era só uma mulher comum, simples, sem grandes atrativos.

Quando se assiste esses filmes antiguinhos na tv a cabo, que sempre te apresenta uma narrativa de amores frustrados e competições de afetos por alguém, a divina ex é sempre uma personagem marcante. Eu adoro reprises, sempre consigo ter uma nova impressão do roteiro, por mais piegas que ele seja. No meu caso, nunca serei esta assombração para alguém, pois, eu nunca namorei de verdade, tive romances, felizes e dramáticos romances, que eram meus e de quem os merecesse a partilha do fato, mas compromissos, fotos coletivas com a família, almoço no domingo com a sogra, não, isto definitivamente nunca fez parte do meu roteiro, e não sintam pena, isto sempre foi uma escolha, é assim que eu penso que a vida deve ser quando a dois, se for de verdade, para sempre e amém, tem que ser por inteiro, mas se for só por diversão, atração ou lazer, que seja só entre os dois e outros tantos, sim, neste caso a fidelidade não é obrigatória, existem outros, inevitavelmente, é uma ciranda.



Mas elas existem na minha vida, porque os cara bacanas do tipo free estão por aí lamentosos por seus romances frustrados, por sua falta de coragem em dominar a situação, por seu infinito respeito à privacidade alheia, assombrados pelo doce encanto da ex. E enquanto isso, o mundo gira e as boas oportunidades de se ter momentos memoráveis passam em nome de algo que nunca existiu, uma ex-perfeita.

Varal das Emoções





Sem palavras é como estou hoje, me sinto como em um salto no vácuo, me sinto suspensa pela falta de gravidade, uma astronauta das ilusões, talvez isso me defina melhor neste dia pós noitada. Flutuando em meios aos risos, sorrisos, sentimentos tolos, e não consigo parar de pensar que estou aterrisando em um planeta desconhecido, ou melhor, esquecido, há muito tempo deixei de lado sentimentos que pudessem me deixar fora do foco, sem prumo, é até difícil escrever, mas lá vai, acho que estou me apaixonando, não, não pode ser, nunca mais vou repetir isso, sou o tipo de pessoa disciplinada, rigorosa e quase fria, seria insanidade colocar-me no patamar dos apaixonados. E eu acho que isso acontece que nem onda de rádio AM, em baixa frequência, ou como quando introduziram a necessidade de comer pipoca no cinema, uma voz quase inconsciente emanava este sentimento como se fosse a voz da consciência te impulsionando a consumir. Mas o que eu quero mesmo dizer é que quando a gente sente alguma coisa por alguém, parece que todo mundo resolve te observar, te querer, te decifrar, e por que não dizer, te desejar, e ao contrário também acontece, ou seja, parece que não existe apenas uma opção, não apaixona-se por uma pessoa apenas, mas por várias ao mesmo tempo. Cada ser tem um conjunto que preenche tranquilamente aquela listinha que começa por astúcia, diversão e libido, passa por timidez, poesia e pele alva. E por todos sinto ciúmes, transtorno e alição, quero o sorriso e dança só para mim, não quero dividir com mais ninguém as atenções dos meus amores, se fosse possível, juntaria todos e formaria um. É, vou inventar um amor, destes que a gente empresta de Platão, e não toca, não inala, não fere nem te faz chorar. Já chorei tanto, ah é, um dia eu fui assim, dessas tolas que acreditam em bons sentimentos, em fidelidade e simplicidade, mas o tempo ensina muitas coisas, inclusive a desviar-se de paixões, e então a gente cria uma capa invisível e ninguém te vê. Vou colocar as emoções no varal, abriu sol!

17.4.11

Afetos de Dona-F

Domingo é um dia estranho, a gente quer sempre que chegue o final de semana, e quando finalmente é domingo, não temos nada para fazer, e navegando um pouco na internet, encontrei um dos casos mais recentes dos amores da Dona-F, de amores não, porque todo mundo sabe que a Dona-F não sabe amar, ela não acredita que alguém possa amá-la, então na verdade foi um desses passageiros romances de dois dias, e ela o encontrou feliz, fazendo planos com a sua namorada, é... pois é, a Dona-F não sabia desse detalhe, na verdade, ela nem o conhecia, mas o cara bacana, gente boa e coisa e tal, deu a chance de trocarem idéias sobre a vida, sorrirem timidamente um para o outro e até beijos e uma dança eles tiveram.
O caso é que Dona-F, moderninha, surfou na internet e o encontrou em uma vida a dois onde ela não caberia, porque a Dona-F não gosta de moços comprometidos, era quer gente como ela, livre. Mas os tipo free no mercado dos afetos andam muito caros e exigentes, além de raros. Porque free quer dizer livre mesmo, livre de qualquer conceito que o amordace à alguma frustrada relação. E ela até acreditou que aquele moço era o tipo free, era divertido, tímido, gostava de dançar (isso é muito importante) e ainda demonstrava inteligência, nossa, que artigo! não era bonito, mas era charmoso, porque beleza não põe a mesa, já diz o ditado, o que vale mesmo é o talento, o poder de sedução da pessoa.
E Dona-F até voltou a conversar com ele, virtualmente é claro, porque pessoalmente até teve oportunidade, mas não teve coragem, ela é tímida, ainda carrega em si traços da adolescência mal vivida, ela não era exatamente o que se pode chamar de "gata", nunca foi e nem nunca será, não é assim que ela é, ela é comum, ou melhor, ela é fora de qualquer padrão, até de pensamentos e conceitos existenciais.
E sobre a liberdade, Dona-F pensa que ser livre significa não ter um pré julgamento sobre as coisas, e os tipos free, são aqueles que não esperam que tudo seja relativo à sexo ou seus derivados e antecedentes, mas sim, esperam de alguém, uma boa companhia, uma boa conversa, uma simples troca de energias positivas, e sentir-se bem, nada mais. Dona-F espera, na sua tranquilidade de ser, que seus afetos passageiros sejam sempre do tipo free, divertidos, sinceros e sem medo de ser feliz.

7.4.11

Capra

"Eu considero o mundo um lugar repleto de possibilidades. Não acho que estejamos condenados a nos envenenar ou a destruir o planeta. Acredito que podemos nos colocar acima da separação, da crueldade, da ganância, da ilusão e da má vontade. E acredito que somos capazes de nos tornar cidadãos na comunidade maior da vida e que, ao fazermos isso, estaremos enobrecendo a espécie humana." Fritjof Capra

16.3.11

Quebra de Ciclo

e não viestes, e é como se não tivesse acontecido o carnaval, ainda espero pelo teu sorriso de dentes pequenos, sincero e sonhador. não necessariamente que haja amor ou algo parecido, mas é o rito de passagem para o resto do ano, é meu passe de liberdade para cirandar até o próximo verão. mas é o inverno que dá sinal com seus ares gélidos que adentram a janela do meu quarto, ventos do oeste, e o sol já se pôs, ficou apenas um corpo sobre o altar dos sacrifícios, benefício do desperdício, do vício, da luxúria insana não aquietada na feira da carne e que agora, em tempos de paz, traz o caos a mente humana no abismo dos sentidos vitais. quebrou-se o ciclo, não se cumpriu o ritual, pobre alma desamparada.

23.2.11

Confete e serpentina

Falta uma semana para o carnaval e meu coração aos pulos, feito confete e serpentina, se pergunta se vens, se voltas, enfim, se vamos completar o ritual, porque apesar dos pesares (e como temos pesares...), é assim que meu corpo e alma se refazem na festa profana, e para todo o resto do ano, amém.